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Super motor de apenas 65 cm é criado e possibilita o uso de etanol em carros elétricos — conjunto da Horse integra motor 1.5 flex, câmbio e elétrico no mesmo bloco e transforma EVs em híbridos com instalação mínima

Written by Alisson Ficher
Published on 10/09/2025 at 14:13
Updated on 10/09/2025 at 16:12
Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.
Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.
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Tecnologia compacta criada pela Horse Powertrain promete transformar carros elétricos em híbridos de forma rápida e econômica, integrando motor flex, câmbio e propulsor elétrico no mesmo bloco, com compatibilidade para etanol, gasolina e outros combustíveis.

A Horse Powertrain, empresa formada pela parceria entre a Renault e a chinesa Geely, apresentará no Salão de Munique uma tecnologia que promete simplificar a produção de veículos híbridos.

O conjunto, batizado de Future Hybrid System, combina motor a combustão, propulsor elétrico, câmbio e sistemas eletrônicos no mesmo bloco, criando uma solução compacta para adaptar plataformas originalmente projetadas para carros totalmente elétricos.

Segundo a fabricante, a proposta reduz custos de desenvolvimento e necessidade de modificações estruturais.

Com isso, montadoras podem lançar versões híbridas de forma mais rápida, aproveitando a infraestrutura já voltada a elétricos, mas atendendo consumidores que ainda não migraram totalmente para os EVs.

Como funciona o sistema híbrido Future Hybrid System

O sistema utiliza um motor a combustão 1.5 de quatro cilindros, que pode ser configurado como flexível no uso de combustíveis.

Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.
Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.

Esse propulsor é integrado a uma transmissão, a um motor elétrico e a toda a eletrônica de potência em um único módulo. Dessa forma, o bloco pode substituir diretamente a unidade de tração dianteira de um carro elétrico.

As montadoras terão liberdade para escolher a configuração. O veículo pode operar como híbrido convencional (HEV), híbrido plug-in (PHEV) ou elétrico com extensor de autonomia (REEV).

A Horse desenvolveu duas versões. A primeira, chamada Performance, possui 74 cm de largura e combina dois motores elétricos em arranjo P1 + P3, sendo um acoplado ao motor a combustão e outro na saída da transmissão.

Já a variante Ultra-Compacta mede apenas 65 cm de largura e adota um único motor elétrico em posição P2, localizado entre o motor a combustão e o câmbio.

Benefícios em espaço e segurança

De acordo com a empresa, a solução reduz em até 15 cm o balanço dianteiro em relação a trens de força híbridos tradicionais.

Essa diminuição pode manter a compatibilidade com os testes de colisão mais recentes. O ajuste também reduz a necessidade de grandes mudanças no projeto da carroceria.

A dimensão enxuta da versão Ultra-Compacta amplia as possibilidades de aplicação em diferentes segmentos de veículos, incluindo modelos urbanos menores.

A Horse já estuda evoluções para oferecer alternativas ainda mais compactas.

Uma variante de três cilindros, segundo a companhia, pode encolher ainda mais o conjunto e ampliar a gama de veículos atendidos.

Evolução de conceito exibido em Xangai

O Future Hybrid System é apresentado como um desdobramento de uma ideia mostrada pela primeira vez no Salão de Xangai.

Na ocasião, o objetivo já era propor uma solução prática para acelerar a presença de híbridos no mercado global.

Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.
Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.

Agora, em Munique, a Horse reforça a intenção de comercializar o sistema como uma resposta rápida à demanda das montadoras por flexibilidade.

A estratégia mira principalmente países onde os carros totalmente elétricos ainda não são maioria.

Nesse cenário, os híbridos surgem como opção de transição, conciliando a eletrificação com o uso de combustíveis líquidos.

Compatibilidade com etanol e combustíveis alternativos

Um dos diferenciais do sistema é a ampla gama de combustíveis aceitos.

Além da gasolina, a Horse destaca a compatibilidade com etanol E85, metanol M100 e combustíveis sintéticos.

No Brasil, onde o etanol tem forte presença, a possibilidade de operação em modo flex pode tornar a tecnologia especialmente atraente para montadoras interessadas em ampliar a oferta de híbridos adaptados ao mercado local.

A utilização de etanol também reforça o potencial de redução de emissões de carbono em comparação ao uso exclusivo de gasolina.

Esse aspecto ganha relevância diante das discussões sobre neutralidade climática e alternativas energéticas mais limpas.

Perspectivas de mercado automotivo

Com a apresentação em Munique, a Horse busca consolidar-se como fornecedora de soluções modulares para montadoras globais.

A proposta de integrar motor a combustão, câmbio, propulsor elétrico e eletrônica em um único módulo reduz complexidade e pode acelerar lançamentos.

Embora ainda não tenha sido anunciada a aplicação em modelos específicos, a expectativa é que a tecnologia desperte interesse de fabricantes que atuam em mercados emergentes, como o brasileiro.

Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.
Novo motor híbrido da Horse integra 1.5 flex, câmbio e elétrico em 65 cm, viabilizando uso de etanol em carros elétricos.

A possibilidade de oferecer híbridos compatíveis com etanol, a um custo menor do que desenvolver novos projetos do zero, pode se tornar um diferencial competitivo.

Ao mesmo tempo, a flexibilidade do sistema abre caminho para que diferentes arquiteturas sejam adotadas em paralelo, permitindo que cada fabricante defina o grau de eletrificação mais adequado a seu público-alvo.

Transição entre combustão e eletrificação

A apresentação do Future Hybrid System ocorre em um momento de transição da indústria automotiva.

Enquanto a Europa acelera a adoção de carros totalmente elétricos, outros mercados mantêm forte demanda por híbridos.

O projeto da Horse se posiciona justamente nesse ponto intermediário, oferecendo uma solução pragmática para fabricantes que precisam equilibrar custo, tempo de desenvolvimento e aceitação do consumidor.

Se o sistema ganhar escala, pode influenciar diretamente a estratégia de montadoras em diferentes regiões do mundo, ajudando a preencher o espaço entre o carro elétrico puro e os modelos a combustão tradicionais.

Diante desse cenário, a pergunta que surge é: os consumidores brasileiros estariam dispostos a adotar em larga escala híbridos que unam eletrificação e etanol como combustível principal?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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